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Este livro apresenta uma reflexão científica sobre a questão da classificação do carvão vegetal produzido no estado do Rio Grande do Sul a partir da Resolução n 420 da ANTT, sendo, portanto, perfeitamente situada no contexto da "issue driven science"(ciência orientada por questões).
Pela prática atualmente adotada, o carvão vegetal do Rio Grande do Sul, e também o de outros estados brasileiros, está pré-classificado como um produto perigoso, pertencente à Classe "4.2 COMBUSTÃO ESPONTÂNEA".
Os resultados obtidos permitem afirmar que o carvão vegetal não apresenta a possibilidade da combustão espontânea, devendo assim ser retirado da classificação de produtos perigosos constantes na resolução n 420 da ANTT.
Embora esta argumentação tenha sua origem no Estado do Rio Grande do Sul, o seu resultado prático terá efeito sobre os demais estados brasileiros.
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1 Introdução - Início Conturbado
2 O produto "Carvão Vegetal"
3 Carvão Vegetal no Brasil
3.1 Três questões graves
3.2.1 Destruição ambiental
3.2.2 Trabalho Escravo - "Em condições de escravidão"
3.2.3 Trabalho infantil
4 Produção de carvão vegetal no estado do Rio Grande do Sul
5 Temperatura de ignição do carvão vegetal
5.1 Estado de conhecimento científico
5.2 IMPOSSIBILIDADE DA AUTO-IGNIÇÃO À TEMPERATURA AMBIENTE
6 A IMPOSSIBILIDADE DO FENÔMENO DA COMBUSTÃO ESPONTÂNEA NO CARVÃO VEGETAL
6.1 Combustão espontânea na produção de carvão vegetal
6.2 Um mega experimento científico decisivo (Wolters et al., 2002)
6.3 Combustão espontânea e conhecimento popular
6.4 Possível origem da ideia da autocombustão no carvão vegetal
7 A contraditória classificação do carvão vegetal
8 Conclusões
9 Recomendações
10 Epílogo - Final Exitoso
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